Rubriche
Extraído do número02 - 2004
Curtas de 30Dias
Papa
As audiências aAznar, Cheney, Uribe, Kharrazi e Ahmad Qurei vistas pelo L’OsservatoreRomano
No dia 23 de janeiro oPapa concedeu audiência ao primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar. Quatrodias depois o Pontífice recebeu Richard B. Cheney, vice-presidente dos EstadosUnidos.
As visitas de Aznar e Cheney foramcuriosamente apresentadas pelo L’Osservatore Romano. Em ambos os casos não foi apresentada nenhuma fotografia do encontro,nem mesmo publicada a versão integral da breve saudação pontifícia. A audiênciado primeiro-ministro espanhol foi sintetizada em 17 linhas publicadas na páginacinco da edição de 24 de janeiro. A audiência ao vice-presidente americano foisintetizada em uma nota de 13 linhas na página cinco da edição de 28 de janeiro.Em nenhum dos casos a notícia teve espaço, a não ser na seção oficial “Nossasinformações”.No dia 12 defevereiro o Papa recebeu em audiência o presidente colombiano, Álvaro UribeVélez, o Ministro do Exterior do Irã, Kamal Kharrazi, e o primeiro-ministro daAutoridade Palestina, Ahmad Qurei. Nesse caso, o L’Osservatore Romano (13 de fevereiro) dedicou uma página inteira às três audiências,publicando as fotos e a versão integral – com tradução italiana – dos trêsdiscursos de saudação pronunciados pelo Papa. Nesse caso todas as audiênciasforam assinaladas em primeira página.
A Paixão deCristo/1
“É exatamentecomo aconteceu na realidade”. Ou não?
“É exatamente comoaconteceu na realidade”. Esta frase do Papa, referindo-se ao filme A Paixãode Cristo, do diretor Mel Gibson, foi o centro de um pequeno mistériointernacional. Sandro Magister, na revista italiana Espresso de 12 de fevereiro,reconstrói os intrincados acontecimentos. Tudo começou no dia 8 de dezembro,quando o secretário do Papa, Stanislaw Dziwisz, recebeu Steve McEveety, oprodutor americano do filme e sua esposa; Jan Michelini, diretor-assistente deGibson; e o pai de Jan, Alberto Michelini, deputado italiano do partido ForzaItalia. O objetivo do encontro era agradecer-lhes por terem proporcionado apré-estréia do filme ao Pontífice. O concorde comentário do Papa chegou depoisdos favoráveis comentários de outros prelados, entre os quais o cardeal DaríoCastrillón Hoyos e o braço direito do cardeal Joseph Ratzinger, monsenhorAugustine di Noia, além de respeitáveis movimentos eclesiais, como o Opus Dei eos Legionários de Cristo. E, em pouco tempo, a notícia deu a volta ao mundo.Até que, em 19 de janeiro, Dziwisz desmentiu tudo. E o artigo de Magister no Espresso assim se conclui:“Agora todos se agitaram, pois Jan Michelini reconfirma a sua versão, McEveetypassou uma mensagem e-mail de Navarro na qual este lhe comunica para não sepreocupar e ir adiante usando a fatal frase do Papa “mais e mais ainda”. RodDreher, do Dallas Morning News, pede ulteriores confirmações a Navarrorecebendo deste resposta negativa, as suas mensagens a McEveety e a outros sãoabsolutamente falsas. Ainda que todas resultem provenientes do mesmo endereçoweb vaticano, o mesmo de onde saiu a sua desmentida. Em 22 de janeiro, odiretor da Sala de Imprensa Vaticana emitiu um comunicado oficial: ‘O SantoPadre tem como hábito não manifestar julgamentos públicos sobre obrasartísticas’. Mesmo em privado? O que é certo é que em público foramapresentadas grandes mentiras”.
A Paixão deCristo/2
A paixão de Jesuse o catecismo das crianças
No jornal LaRepubblica de 11 de fevereiro, Vittorio Zucconi, comentando o filme A Paixão deCristo, escreveu que, para um cristão habitudinário e pouco evangelizador,depois de ter visto tanto sangue, a seqüência em que Jesus ressuscitado sai dosepulcro “faz com que nasça uma dilacerante nostalgia. Retorna a vontade doCristo afetivo, tranqüilizante e um pouco manso do nosso catecismo infantil,com um coração na mão”.
Colégio dosCardeais/1
A morte docardeal Rossi. Os 80 anos de Lourdusamy, Piovanelli, Deskur
No dia 9 de fevereirofaleceu o cardeal Opilio Rossi, 93 anos, núncio apostólico criado cardeal peloPapa Paulo VI em 1976, ex-presidente do Pontifício Conselho para os Leigos. Como falecimento de Rossi, os membros do Colégio dos Cardeais nomeados por PauloVI são 17, dos quais quatro eleitores.
Em 5 de fevereiro completou 80 anos ocardeal da Índia, Simon Lourdusamy, prefeito emérito da Congregação para asIgrejas Orientais, no dia 21 de fevereiro foi a vez do italiano SilvanoPiovanelli, de 1983 a 2001 arcebispo de Florença, e no dia 29 o polonês AndrzejMaria Deskur, presidente emérito do Pontifício Conselho para as ComunicaçõesSociais.Portanto, nofinal de fevereiro, o Colégio dos Cardeais resulta composto por 192 cardeais,dos quais 127 eleitores. Em março, outros dois purpurados completarão 80 anos:dia 11 o eslovaco Jozef Tomko, prefeito emérito de Propaganda Fide e presidentedo Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais, e no dia18 o franciscano Alexandre José Maria dos Santos, arcebispo emérito de Maputo.
Colégio dosCardeais/2
Um milhão deeuros para o Papa
O valor da coletafeita pelos cardeais por ocasião dos 25 anos de pontificado de João Paulo IIalcançou 1 milhão de euros. A iniciativa partiu do decano do Colégio dosCardeais, Joseph Ratzinger. A notícia foi dada no dia 9 de fevereiro na RádioVaticano e, de acordo com as intenções do Papa, todo o dinheiro recolhido serátransferido para os cristãos da Terra Santa.
EstadosUnidos/1
Kerry: apostar naesperança
“Eu penso que osEstados Unidos devem voltar a ser justos, além de poderosos. Bush apostou nomedo para vencer as últimas eleições e agora tentará de novo esta carta.Apostou nas divisões sociais ao invés da esperança de dar a todos apossibilidade de se realizar”. Palavras de John Kerry, o provável concorrentede George Bush nas próximas eleições para a Casa Branca, em uma entrevistaapresentada na Itália no jornal La Stampa de 27 de janeiro.
EstadosUnidos/2
Eleições: ocentro e os radicais de direita e de esquerda
No jornal La Stampade 26de janeiro, foi apresentada uma interessante análise sobre a disputa pela CasaBranca. Apresentamos algumas passagens: “Sintetizando, se para o desafio finalcom Bush prevalecer um candidato democrata radical tipo Howard Dean, o atualpresidente terá uma vida fácil, e não é tudo, será também obrigado a se“radicalizar” no sentido oposto, deixando amplo espaço aos belicosos que ocircundam, no caminho de uma política cada vez mais dura e unilateral. Mas odiscurso pode mudar, se prevalecer um dos candidatos moderados ou centristas(tipo John Kerry, ou John Edwards, ou ainda o general Wesley Clark), ou seja,um que não contesta completamente a estratégia de Bush, incluindo a guerra aSaddam Hussein, mas critica severamente o modo como esta está sendoadministrada ou a ausência de um projeto sério para a reconstrução do Iraquepós-Saddam e, nestas bases, admite a luta ao terrorismo internacional, aceitandosuas implicações políticas e não apenas as militares, envolvendo seriamente aONU e assim por diante. Nesse caso, Bush será obrigado a procurar o seuconsenso eleitoral no “centro” e não na “direita”, o que não pode nãoinfluenciar a sua política no segundo mandato. Sem excluir que a própriareeleição pode ser colocada novamente em discussão, uma vez que o eleitorado decentro tornou-se decisivo”.
Nomeações/1
Stankiewicz novodecano da Rota Romana, Funghini arcebispo
No dia 31 de janeiro oPapa nomeou o novo decano do Tribunal da Rota Romana: trata-se de Dom AntoniStankiewicz, 69 anos, polonês, nomeado auditor da Rota por Paulo VI emfevereiro de 1978. Contextualmente o Papa elevou à dignidade arquiepiscopal odecano demissionário, Raffaello Funghini, 75 anos completados em 1º de janeiro,que conserva o cargo de presidente da Corte de Apelo do Estado da Cidade doVaticano.
Nomeações/2
O esloveno Rodéprefeito da Congregação para os Religiosos, o croata Eterovic ao Sínodo dosBispos
No dia 11 de fevereiroo esloveno Franc Rodé, 69 anos, desde 1997 arcebispo de Liubliana, foi nomeadoprefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedadesde Vida Apostólica. Assume o lugar do cardeal espanhol Eduardo Martínez Somalo,que completará 77 anos no final de março. Rodé emigrou com a família para aArgentina em 1945. Entrou para a Congregação Lazarista em 1952, em 1960 foiordenado sacerdote em Paris. Estudou na Gregoriana e no Institut Catholique deParis, onde se formou em Teologia em 1968. No entanto, em 1965, a pedido dossuperiores tinha voltado à Eslovênia, onde fora vice-pároco, e provincial dasua ordem para toda a Iugoslávia (1973-1981), além de professor na faculdadeTeológica de Liubliana. Em 1981 começou a trabalhar no Secretariado para osNão-Crentes, do qual tornou-se subsecretário em 1982. De 1993 a 1997 foisecretário do Pontifício Conselho para a Cultura.
Também no dia 11 defevereiro, o croata Nikola Eterovic, 53 anos, foi nomeado secretário-geral doSínodo dos Bispos. Assume o lugar do cardeal belga Jan Schotte, dosMissionários de Scheut, que completará 76 anos em abril. Eterovic, sacerdotedesde 1977, entrou para o serviço diplomático da Santa Sé em 1980 e realizousuas atividades na Costa do Marfim, Espanha, Nicarágua e na Seção das Relaçõescom os Estados da Secretaria de Estado. Desde 1999 era arcebispo e núncioapostólico na Ucrânia.
No dia 12 de fevereirofoi anunciado pela Sala de Imprensa Vaticana que a XI Assembléia GeralOrdinária do Sínodo dos Bispos será realizada no Vaticano de 2 a 29 de outubrode 2005 e terá como tema: “A Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão daIgreja”.
Nomeações/3
Itália
O neocatecumenalCantafora bispo em Lamezia, Dettori em Ales-Terralba, Coccia em Pesaro.Lambiasi confirmado na Ação Católica
No dia 24 de janeiroDom Luigi Cantafora, 61 anos, da província de Crotone foi nomeado bispo deLamezia Terme. Assume o lugar de Vincenzo Rimedio, 76 anos completados emdezembro passado. Cantafora, ordenado sacerdote em 1969 e desde 1975 pároco deSan Domenico em Crotone, é o primeiro sacerdote neocatecumenal a ser nomeadobispo na Itália.
Em 5 de fevereiroGiovanni Dettori, 64 anos, de Sassari, na Sardenha, foi nomeado bispo deAles-Terralba no lugar de demissionário Antonino Orrù, que completará 76 anosem abril. Dettori, sacerdote desde 1965, era vigário geral desde 1983 e desde2002 também reitor do seminário diocesano de Ozieri.
Em 23 de fevereiroFrancesco Lambiasi, 57 anos, bispo emérito de Anagni-Alatri, foi confirmadopara o próximo triênio como assistente eclesiástico geral da Ação Católica.
No dia 28 de fevereiroo sacerdote Pietro Coccia, 58 anos, de Ascoli Piceno, foi nomeado bispo dePesaro. Sacerdote desde 1972, formado em Teologia na Lateranense e emsociologia na Universidade de Urbino, fundou e dirige o Instituto de CiênciasReligiosas “Mater Gratiae” de Ascoli Piceno.
Também no dia 28 defevereiro, foram aceitas as demissões de Ricardo Ruotolo, 75 anos, bispoauxiliar de Manfredonia-Vieste-San Giovanni Rotondo desde 1995.
Diplomacia/1
Novos núncios naNigéria, Guatemala e Eritréia. Novo observador permanente em Estrasburgo
No dia 27 de janeiro oarcebispo Renzo Fratini, da região das Marcas na Itália, 60 anos, foi nomeadonúncio na Nigéria. Desde 1998 era núncio na Indonésia e de junho do anopassado também em Timor Leste. Entrou para o serviço diplomático vaticano em1974 e prestou sua missão nas nunciaturas do Japão, Nigéria, Etiópia, Grécia,Equador, Jerusalém, França. Em 1993 foi promovido a arcebispo e núncio noPaquistão.
No dia 10 de fevereiroo arcebispo Bruno Musarò, da região da Apúlia na Itália, 56 anos, foinomeado representante pontifício na Guatemala. Desde 1999 era núncio emMadagascar, Maurício e Seychelles, e delegado apostólico nas Ilhas Comor e LaRéunion. Musarò, sacerdote desde 1971, faz parte do serviço diplomático desde1977 e trabalhou na Coréia, Itália, República Centro-africana, Panamá,Bangladesh, Espanha, Secretaria do Estado. Em 1994 foi nomeado arcebispo enomeado núncio no Panamá.
Em 19 de fevereiro oarcebispo proveniente da Córsega Dominique Mamberti, 52 anos, núncioapostólico no Sudão e delegado apostólico na Somália desde 2002, foi nomeadotambém representante pontifício na Eritréia. Até então a nunciatura na Eritréiaera associada a da Etiópia e de Djibuti. Mamberti, sacerdote desde 1981, entroupara a diplomacia pontifícia em 1986 e trabalhou na Argélia, Chile, Onu-NovaYork, Líbano e, antes de ser promovido arcebispo e núncio no Sudão, naSecretaria de Estado.
No dia 27 de janeiro,D. Vito Ralli, 51 anos, da Sicília, foi nomeado observador permanentejunto ao conselho da Europa de Estrasburgo. Ralli, sacerdote desde 1979, entroupara o serviço diplomático em 1988 e prestou serviço nas nunciaturas da Coréia,Senegal, México, Canadá, Líbano e por último na Espanha.
Diplomacia/2
Novosembaixadores da China (Taiwan), Turquia, México, Bósnia e Argentina
No dia 30 de janeiro onovo embaixador da China (Taiwan) junto à Santa Sé apresentou as suas cartascredenciais. Trata-se de Chou-seng Tou, 62 anos, diplomata de carreira,embaixador no Senegal de 1996 a 2002, vice-ministro das Relações Exteriores em2002-2003. O Papa, ao dar-lhe as boas vindas, entre outras coisas, lembrou que“o bem da sociedade comporta que o direito à liberdade religiosa seja garantidopela lei e seja protegido de modo eficaz”. (Enquanto que o Embaixador disse:“acreditamos sinceramente que com a vossa brilhante liderança e generosointeresse, as relações entre o meu país e a Santa Sé serão duradouras”).
No dia 21 de fevereirofoi a vez do representante da Turquia: Osman Durak, 57 anos, diplomatade carreira, ex-conselheiro da embaixada junto ao estado italiano (1991-1992) edesde 2001 embaixador na Arábia Saudita. No seu discurso de saudação, JoãoPaulo II lembrou que “no momento em que a Turquia se está a preparar paraestabelecer novas relações com a Europa, uno-me à população católica, naesperança de que as autoridades e as instituições turcas possam reconhecer oestado jurídico da Igreja no seu País”.
Em 24 de fevereiro foia vez de apresentar as suas cartas credenciais o embaixador do México, Javier MoctezumaBarragán, 51 anos, diplomata decarreira, desde 2000 subsecretário para a população, a emigração e os assuntosreligiosos do Ministério do Interior. A ele o Papa recordou que “não se deveceder às pretensões daqueles que pretendem reduzir a religião à esferameramente particular do indivíduo”.
Em 27 de fevereiro foia vez do novo representante da Bósnia-Herzegóvina, Miroslav Palameta, 55 anos, croata, professorna Universidade de Mostar, ex-embaixador junto ao Estado italiano e à FAO de1998-2000. Ao saudá-lo o Papa disse “penso, em primeiro lugar, na questão aindaa resolver dos exilados e dos refugiados da região de Banja Luka, de BosanskaPosavina e de outras regiões da Bósnia-Herzegovina, que esperam entrar nas suasterras em plena segurança para ali levar uma vida digna”.
No dia 28 de fevereirofoi a vez do novo representante da Argentina, Carlos Luis Custer, 65 anos, conhecidosindicalista católico, desde 1996 membro do Pontifício Conselho Justiça e Paz.
Diplomacia/3
Os50 anos de relações diplomáticas entre o Irã e a Santa Sé
Na tarde de 12 defevereiro junto à Pontifícia Universidade Gregoriana foi celebrado o seminário“Irã e Santa Sé: passado, presente e futuro”, promovido porocasião dos 50 anos do início das relações diplomáticas entre os dois Estados.Estavam presentes ao encontro, o Ministro do Exterior do Irã, Kamal Kharrazi, eo “Ministro do Exterior” do Vaticano, o arcebispo Giovanni Lajolo. Naquelamanhã, Kharrazi tinha sido recebido em audiência pelo Santo Padre e depois teveum encontro com o cardeal Secretario de Estado, Angelo Sodano, e ovice-ministro do exterior, D. Pietro Parolin. Em uma entrevista à RádioVaticano D. Lajolo declarou: “A Santa Sé olha para o Irã de hoje, tanto pelasua presença no contexto internacional – uma presença certamente muitoimportante – quanto, em particular, pela pequena comunidade de católicos quevive naquele país. Trata-se de 10 mil fiéis, em uma população de 80 milhões dehabitantes, quase todos de religião islâmica. Portanto, a Santa Sé preocupa-seem defender e tutelar a sua liberdade de consciência, de fé, de religião vividatanto individualmente como em comunidade. Quanto aos iranianos, assegura-se queexista plena liberdade de consciência dos católicos e também de culto. Temosalgumas questões a serem resolvidas – na realidade não se trata de grandesproblemas – refere-se principalmente à liberdade de culto, liberdade deorganização, a concessão de vistos para entrada de religiosos que chegam defora e cuja presença é necessária justamente pelo pequeno número de católicosno Irã. Também temos alguns problemas referentes às escolas, que no início dadécada de 80, foram expropriadas dos institutos católicos que as administravam.As nossas relações com o Irã, são, todavia, relações animadas pela mútua e boavontade de entendimento e de uma concórdia cada vez maior”.
Milão
Em2003 mais matrimônios civis do que religiosos
No ano passado, nacidade de Milão pela primeira vez o número de matrimônios na igreja foisuperado pelo de casamentos no rito civil: 2.081 contra 2.151. Trata-se de umaultrapassagem “histórica” para a cidade. O jornal La Repubblica de 5 de fevereiropublicou os números de matrimônios religiosos e civis de outras importantescidades italianas. Descobre-se assim que em Bolonha (568 contra 665) há mais deum ano o rito civil é superior ao religioso, enquanto que em Turim (1.976 a1.867) e Gênova (970 a 922) o matrimônio na Igreja ainda é, com pequena margemde diferença, o preferido. Em Nápoles (4.893 a 1.580) e Palermo (4.250 a 1.857)o casamento religioso ainda supera o civil. Os dados de Roma são maisequilibrados: os últimos números disponíveis, os de 2001, citam 6.346matrimônios religiosos e 4.410 civis.
As audiências aAznar, Cheney, Uribe, Kharrazi e Ahmad Qurei vistas pelo L’OsservatoreRomano
No dia 23 de janeiro oPapa concedeu audiência ao primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar. Quatrodias depois o Pontífice recebeu Richard B. Cheney, vice-presidente dos EstadosUnidos.
As visitas de Aznar e Cheney foramcuriosamente apresentadas pelo L’Osservatore Romano
A Paixão deCristo/1
“É exatamentecomo aconteceu na realidade”. Ou não?
“É exatamente comoaconteceu na realidade”. Esta frase do Papa, referindo-se ao filme A Paixãode Cristo, do diretor Mel Gibson, foi o centro de um pequeno mistériointernacional. Sandro Magister, na revista italiana Espresso de 12 de fevereiro,reconstrói os intrincados acontecimentos. Tudo começou no dia 8 de dezembro,quando o secretário do Papa, Stanislaw Dziwisz, recebeu Steve McEveety, oprodutor americano do filme e sua esposa; Jan Michelini, diretor-assistente deGibson; e o pai de Jan, Alberto Michelini, deputado italiano do partido ForzaItalia. O objetivo do encontro era agradecer-lhes por terem proporcionado apré-estréia do filme ao Pontífice. O concorde comentário do Papa chegou depoisdos favoráveis comentários de outros prelados, entre os quais o cardeal DaríoCastrillón Hoyos e o braço direito do cardeal Joseph Ratzinger, monsenhorAugustine di Noia, além de respeitáveis movimentos eclesiais, como o Opus Dei eos Legionários de Cristo. E, em pouco tempo, a notícia deu a volta ao mundo.Até que, em 19 de janeiro, Dziwisz desmentiu tudo. E o artigo de Magister no Espresso assim se conclui:“Agora todos se agitaram, pois Jan Michelini reconfirma a sua versão, McEveetypassou uma mensagem e-mail de Navarro na qual este lhe comunica para não sepreocupar e ir adiante usando a fatal frase do Papa “mais e mais ainda”. RodDreher, do Dallas Morning News, pede ulteriores confirmações a Navarrorecebendo deste resposta negativa, as suas mensagens a McEveety e a outros sãoabsolutamente falsas. Ainda que todas resultem provenientes do mesmo endereçoweb vaticano, o mesmo de onde saiu a sua desmentida. Em 22 de janeiro, odiretor da Sala de Imprensa Vaticana emitiu um comunicado oficial: ‘O SantoPadre tem como hábito não manifestar julgamentos públicos sobre obrasartísticas’. Mesmo em privado? O que é certo é que em público foramapresentadas grandes mentiras”.
A Paixão deCristo/2
A paixão de Jesuse o catecismo das crianças
No jornal LaRepubblica de 11 de fevereiro, Vittorio Zucconi, comentando o filme A Paixão deCristo, escreveu que, para um cristão habitudinário e pouco evangelizador,depois de ter visto tanto sangue, a seqüência em que Jesus ressuscitado sai dosepulcro “faz com que nasça uma dilacerante nostalgia. Retorna a vontade doCristo afetivo, tranqüilizante e um pouco manso do nosso catecismo infantil,com um coração na mão”.
Colégio dosCardeais/1
A morte docardeal Rossi. Os 80 anos de Lourdusamy, Piovanelli, Deskur
No dia 9 de fevereirofaleceu o cardeal Opilio Rossi, 93 anos, núncio apostólico criado cardeal peloPapa Paulo VI em 1976, ex-presidente do Pontifício Conselho para os Leigos. Como falecimento de Rossi, os membros do Colégio dos Cardeais nomeados por PauloVI são 17, dos quais quatro eleitores.
Em 5 de fevereiro completou 80 anos ocardeal da Índia, Simon Lourdusamy, prefeito emérito da Congregação para asIgrejas Orientais, no dia 21 de fevereiro foi a vez do italiano SilvanoPiovanelli, de 1983 a 2001 arcebispo de Florença, e no dia 29 o polonês AndrzejMaria Deskur, presidente emérito do Pontifício Conselho para as ComunicaçõesSociais.Portanto, nofinal de fevereiro, o Colégio dos Cardeais resulta composto por 192 cardeais,dos quais 127 eleitores. Em março, outros dois purpurados completarão 80 anos:dia 11 o eslovaco Jozef Tomko, prefeito emérito de Propaganda Fide e presidentedo Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos Internacionais, e no dia18 o franciscano Alexandre José Maria dos Santos, arcebispo emérito de Maputo.
Colégio dosCardeais/2
Um milhão deeuros para o Papa
O valor da coletafeita pelos cardeais por ocasião dos 25 anos de pontificado de João Paulo IIalcançou 1 milhão de euros. A iniciativa partiu do decano do Colégio dosCardeais, Joseph Ratzinger. A notícia foi dada no dia 9 de fevereiro na RádioVaticano e, de acordo com as intenções do Papa, todo o dinheiro recolhido serátransferido para os cristãos da Terra Santa.
EstadosUnidos/1
Kerry: apostar naesperança
“Eu penso que osEstados Unidos devem voltar a ser justos, além de poderosos. Bush apostou nomedo para vencer as últimas eleições e agora tentará de novo esta carta.Apostou nas divisões sociais ao invés da esperança de dar a todos apossibilidade de se realizar”. Palavras de John Kerry, o provável concorrentede George Bush nas próximas eleições para a Casa Branca, em uma entrevistaapresentada na Itália no jornal La Stampa de 27 de janeiro.
EstadosUnidos/2
Eleições: ocentro e os radicais de direita e de esquerda
No jornal La Stampade 26de janeiro, foi apresentada uma interessante análise sobre a disputa pela CasaBranca. Apresentamos algumas passagens: “Sintetizando, se para o desafio finalcom Bush prevalecer um candidato democrata radical tipo Howard Dean, o atualpresidente terá uma vida fácil, e não é tudo, será também obrigado a se“radicalizar” no sentido oposto, deixando amplo espaço aos belicosos que ocircundam, no caminho de uma política cada vez mais dura e unilateral. Mas odiscurso pode mudar, se prevalecer um dos candidatos moderados ou centristas(tipo John Kerry, ou John Edwards, ou ainda o general Wesley Clark), ou seja,um que não contesta completamente a estratégia de Bush, incluindo a guerra aSaddam Hussein, mas critica severamente o modo como esta está sendoadministrada ou a ausência de um projeto sério para a reconstrução do Iraquepós-Saddam e, nestas bases, admite a luta ao terrorismo internacional, aceitandosuas implicações políticas e não apenas as militares, envolvendo seriamente aONU e assim por diante. Nesse caso, Bush será obrigado a procurar o seuconsenso eleitoral no “centro” e não na “direita”, o que não pode nãoinfluenciar a sua política no segundo mandato. Sem excluir que a própriareeleição pode ser colocada novamente em discussão, uma vez que o eleitorado decentro tornou-se decisivo”.
Nomeações/1
Stankiewicz novodecano da Rota Romana, Funghini arcebispo
No dia 31 de janeiro oPapa nomeou o novo decano do Tribunal da Rota Romana: trata-se de Dom AntoniStankiewicz, 69 anos, polonês, nomeado auditor da Rota por Paulo VI emfevereiro de 1978. Contextualmente o Papa elevou à dignidade arquiepiscopal odecano demissionário, Raffaello Funghini, 75 anos completados em 1º de janeiro,que conserva o cargo de presidente da Corte de Apelo do Estado da Cidade doVaticano.
Nomeações/2
O esloveno Rodéprefeito da Congregação para os Religiosos, o croata Eterovic ao Sínodo dosBispos
No dia 11 de fevereiroo esloveno Franc Rodé, 69 anos, desde 1997 arcebispo de Liubliana, foi nomeadoprefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedadesde Vida Apostólica. Assume o lugar do cardeal espanhol Eduardo Martínez Somalo,que completará 77 anos no final de março. Rodé emigrou com a família para aArgentina em 1945. Entrou para a Congregação Lazarista em 1952, em 1960 foiordenado sacerdote em Paris. Estudou na Gregoriana e no Institut Catholique deParis, onde se formou em Teologia em 1968. No entanto, em 1965, a pedido dossuperiores tinha voltado à Eslovênia, onde fora vice-pároco, e provincial dasua ordem para toda a Iugoslávia (1973-1981), além de professor na faculdadeTeológica de Liubliana. Em 1981 começou a trabalhar no Secretariado para osNão-Crentes, do qual tornou-se subsecretário em 1982. De 1993 a 1997 foisecretário do Pontifício Conselho para a Cultura.
Também no dia 11 defevereiro, o croata Nikola Eterovic, 53 anos, foi nomeado secretário-geral doSínodo dos Bispos. Assume o lugar do cardeal belga Jan Schotte, dosMissionários de Scheut, que completará 76 anos em abril. Eterovic, sacerdotedesde 1977, entrou para o serviço diplomático da Santa Sé em 1980 e realizousuas atividades na Costa do Marfim, Espanha, Nicarágua e na Seção das Relaçõescom os Estados da Secretaria de Estado. Desde 1999 era arcebispo e núncioapostólico na Ucrânia.
No dia 12 de fevereirofoi anunciado pela Sala de Imprensa Vaticana que a XI Assembléia GeralOrdinária do Sínodo dos Bispos será realizada no Vaticano de 2 a 29 de outubrode 2005 e terá como tema: “A Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão daIgreja”.
Nomeações/3
Itália
O neocatecumenalCantafora bispo em Lamezia, Dettori em Ales-Terralba, Coccia em Pesaro.Lambiasi confirmado na Ação Católica
No dia 24 de janeiroDom Luigi Cantafora, 61 anos, da província de Crotone foi nomeado bispo deLamezia Terme. Assume o lugar de Vincenzo Rimedio, 76 anos completados emdezembro passado. Cantafora, ordenado sacerdote em 1969 e desde 1975 pároco deSan Domenico em Crotone, é o primeiro sacerdote neocatecumenal a ser nomeadobispo na Itália.
Em 5 de fevereiroGiovanni Dettori, 64 anos, de Sassari, na Sardenha, foi nomeado bispo deAles-Terralba no lugar de demissionário Antonino Orrù, que completará 76 anosem abril. Dettori, sacerdote desde 1965, era vigário geral desde 1983 e desde2002 também reitor do seminário diocesano de Ozieri.
Em 23 de fevereiroFrancesco Lambiasi, 57 anos, bispo emérito de Anagni-Alatri, foi confirmadopara o próximo triênio como assistente eclesiástico geral da Ação Católica.
No dia 28 de fevereiroo sacerdote Pietro Coccia, 58 anos, de Ascoli Piceno, foi nomeado bispo dePesaro. Sacerdote desde 1972, formado em Teologia na Lateranense e emsociologia na Universidade de Urbino, fundou e dirige o Instituto de CiênciasReligiosas “Mater Gratiae” de Ascoli Piceno.
Também no dia 28 defevereiro, foram aceitas as demissões de Ricardo Ruotolo, 75 anos, bispoauxiliar de Manfredonia-Vieste-San Giovanni Rotondo desde 1995.
Diplomacia/1
Novos núncios naNigéria, Guatemala e Eritréia. Novo observador permanente em Estrasburgo
No dia 27 de janeiro oarcebispo Renzo Fratini, da região das Marcas na Itália, 60 anos, foi nomeadonúncio na Nigéria. Desde 1998 era núncio na Indonésia e de junho do anopassado também em Timor Leste. Entrou para o serviço diplomático vaticano em1974 e prestou sua missão nas nunciaturas do Japão, Nigéria, Etiópia, Grécia,Equador, Jerusalém, França. Em 1993 foi promovido a arcebispo e núncio noPaquistão.
No dia 10 de fevereiroo arcebispo Bruno Musarò, da região da Apúlia na Itália, 56 anos, foinomeado representante pontifício na Guatemala. Desde 1999 era núncio emMadagascar, Maurício e Seychelles, e delegado apostólico nas Ilhas Comor e LaRéunion. Musarò, sacerdote desde 1971, faz parte do serviço diplomático desde1977 e trabalhou na Coréia, Itália, República Centro-africana, Panamá,Bangladesh, Espanha, Secretaria do Estado. Em 1994 foi nomeado arcebispo enomeado núncio no Panamá.
Em 19 de fevereiro oarcebispo proveniente da Córsega Dominique Mamberti, 52 anos, núncioapostólico no Sudão e delegado apostólico na Somália desde 2002, foi nomeadotambém representante pontifício na Eritréia. Até então a nunciatura na Eritréiaera associada a da Etiópia e de Djibuti. Mamberti, sacerdote desde 1981, entroupara a diplomacia pontifícia em 1986 e trabalhou na Argélia, Chile, Onu-NovaYork, Líbano e, antes de ser promovido arcebispo e núncio no Sudão, naSecretaria de Estado.
No dia 27 de janeiro,D. Vito Ralli, 51 anos, da Sicília, foi nomeado observador permanentejunto ao conselho da Europa de Estrasburgo. Ralli, sacerdote desde 1979, entroupara o serviço diplomático em 1988 e prestou serviço nas nunciaturas da Coréia,Senegal, México, Canadá, Líbano e por último na Espanha.
Diplomacia/2
Novosembaixadores da China (Taiwan), Turquia, México, Bósnia e Argentina
No dia 30 de janeiro onovo embaixador da China (Taiwan) junto à Santa Sé apresentou as suas cartascredenciais. Trata-se de Chou-seng Tou, 62 anos, diplomata de carreira,embaixador no Senegal de 1996 a 2002, vice-ministro das Relações Exteriores em2002-2003. O Papa, ao dar-lhe as boas vindas, entre outras coisas, lembrou que“o bem da sociedade comporta que o direito à liberdade religiosa seja garantidopela lei e seja protegido de modo eficaz”. (Enquanto que o Embaixador disse:“acreditamos sinceramente que com a vossa brilhante liderança e generosointeresse, as relações entre o meu país e a Santa Sé serão duradouras”).
No dia 21 de fevereirofoi a vez do representante da Turquia: Osman Durak, 57 anos, diplomatade carreira, ex-conselheiro da embaixada junto ao estado italiano (1991-1992) edesde 2001 embaixador na Arábia Saudita. No seu discurso de saudação, JoãoPaulo II lembrou que “no momento em que a Turquia se está a preparar paraestabelecer novas relações com a Europa, uno-me à população católica, naesperança de que as autoridades e as instituições turcas possam reconhecer oestado jurídico da Igreja no seu País”.
Em 24 de fevereiro foia vez de apresentar as suas cartas credenciais o embaixador do México, Javier MoctezumaBarragán, 51 anos, diplomata decarreira, desde 2000 subsecretário para a população, a emigração e os assuntosreligiosos do Ministério do Interior. A ele o Papa recordou que “não se deveceder às pretensões daqueles que pretendem reduzir a religião à esferameramente particular do indivíduo”.
Em 27 de fevereiro foia vez do novo representante da Bósnia-Herzegóvina, Miroslav Palameta, 55 anos, croata, professorna Universidade de Mostar, ex-embaixador junto ao Estado italiano e à FAO de1998-2000. Ao saudá-lo o Papa disse “penso, em primeiro lugar, na questão aindaa resolver dos exilados e dos refugiados da região de Banja Luka, de BosanskaPosavina e de outras regiões da Bósnia-Herzegovina, que esperam entrar nas suasterras em plena segurança para ali levar uma vida digna”.
No dia 28 de fevereirofoi a vez do novo representante da Argentina, Carlos Luis Custer, 65 anos, conhecidosindicalista católico, desde 1996 membro do Pontifício Conselho Justiça e Paz.
Diplomacia/3
Os50 anos de relações diplomáticas entre o Irã e a Santa Sé
Na tarde de 12 defevereiro junto à Pontifícia Universidade Gregoriana foi celebrado o seminário“Irã e Santa Sé: passado, presente e futuro”, promovido porocasião dos 50 anos do início das relações diplomáticas entre os dois Estados.Estavam presentes ao encontro, o Ministro do Exterior do Irã, Kamal Kharrazi, eo “Ministro do Exterior” do Vaticano, o arcebispo Giovanni Lajolo. Naquelamanhã, Kharrazi tinha sido recebido em audiência pelo Santo Padre e depois teveum encontro com o cardeal Secretario de Estado, Angelo Sodano, e ovice-ministro do exterior, D. Pietro Parolin. Em uma entrevista à RádioVaticano D. Lajolo declarou: “A Santa Sé olha para o Irã de hoje, tanto pelasua presença no contexto internacional – uma presença certamente muitoimportante – quanto, em particular, pela pequena comunidade de católicos quevive naquele país. Trata-se de 10 mil fiéis, em uma população de 80 milhões dehabitantes, quase todos de religião islâmica. Portanto, a Santa Sé preocupa-seem defender e tutelar a sua liberdade de consciência, de fé, de religião vividatanto individualmente como em comunidade. Quanto aos iranianos, assegura-se queexista plena liberdade de consciência dos católicos e também de culto. Temosalgumas questões a serem resolvidas – na realidade não se trata de grandesproblemas – refere-se principalmente à liberdade de culto, liberdade deorganização, a concessão de vistos para entrada de religiosos que chegam defora e cuja presença é necessária justamente pelo pequeno número de católicosno Irã. Também temos alguns problemas referentes às escolas, que no início dadécada de 80, foram expropriadas dos institutos católicos que as administravam.As nossas relações com o Irã, são, todavia, relações animadas pela mútua e boavontade de entendimento e de uma concórdia cada vez maior”.
Milão
Em2003 mais matrimônios civis do que religiosos
No ano passado, nacidade de Milão pela primeira vez o número de matrimônios na igreja foisuperado pelo de casamentos no rito civil: 2.081 contra 2.151. Trata-se de umaultrapassagem “histórica” para a cidade. O jornal La Repubblica de 5 de fevereiropublicou os números de matrimônios religiosos e civis de outras importantescidades italianas. Descobre-se assim que em Bolonha (568 contra 665) há mais deum ano o rito civil é superior ao religioso, enquanto que em Turim (1.976 a1.867) e Gênova (970 a 922) o matrimônio na Igreja ainda é, com pequena margemde diferença, o preferido. Em Nápoles (4.893 a 1.580) e Palermo (4.250 a 1.857)o casamento religioso ainda supera o civil. Os dados de Roma são maisequilibrados: os últimos números disponíveis, os de 2001, citam 6.346matrimônios religiosos e 4.410 civis.