ENSAIOS
Extraído do número 03 - 2005
Afinal, Roma está no centro do mundo?
Pedro e as pedras da Cidade Eterna
Uma reflexão do presidente do Pontifício Conselho para a Cultura
do cardeal Paul Poupard

O cardeal Paul Poupard
MADAME SWETCHINE,LACORDAIRE, BAUTAIN
Ouçamos Madame Swetchine:“Roma é a rainha das cidades, é um mundo absolutamente diferente de tudo o queencontramos em outras partes; suas belezas e seus contrastes são de uma ordemtão elevada que nada nos prepara para eles, nada poderia fazer-nospressagiá-los nem prever seus efeitos. Aqui, as idéias se tornam grandes, aquios sentimentos se tornam mais religiosos, o coração se aplaca. Aqui estão co-presentestodas as épocas da história, separadas e distintas, e parece que cada uma tenhadesejado imprimir seu caráter a seus monumentos, ter um horizonte só seu e, porassim dizer, uma atmosfera particular. [...] Acaso a beleza não é eterna como averdade? Que laço estreito, então, existe entre a religião e a arte!”. E aortodoxa convertida reaparece quando faz estas constatações: “Uma das provas daverdade do catolicismo é o fato de responder tão bem à natureza exclusiva donosso coração. As outras Igrejas acreditam simplificar a religião, torná-lamais acessível, mais aceitável, estendendo a todas as comunhões as promessasfeitas por seu divino Autor, e esse é um desconhecimento das nossas exigênciasautênticas bem estranho. Quanto mais uma regra é positiva, exclusiva, austera,exigente, mais é atraente para nós, graças ao vago instinto que nos fazvislumbrar o quanto a nossa mobilidade precisa ser detida, a nossa fraqueza sersustentada, o nosso pensamento reconduzido e orientado. Ninguém nunca vai se apaixonarpor uma religião que diz que as outras se equivalem a ela, e o Deus ciumento osabia muito bem. A partir do momento em que uma coisa não é, não digo apenas amelhor, mas a única completamente boa, por que escolher, preferir,concentrar-se, e não deixar fracionar sua devoção e seu amor?”.

A perspectiva do Capitólio, entre cúpulas e campanários
A VOCAÇÃO DE ROMA
Assim, me parece,esclarece-se a resposta que se deve dar à pergunta: “Roma está no centro domundo?”. Pois a palavra “centro” pode ser entendida em muitos sentidos: centrode atração ou centro de irradiação?
A URBS
Parece-me que essa seja avocação de Roma, o que explica de certa forma seu fascínio. Porque a cidade deRoma, depois de dois milênios, exerce um verdadeiro fascínio no mundo inteiro,a ponto de ter sido possível chamá-la “a Cidade” e ponto final: “a Urbs
INEXTINGUÍVEL ROMA!
Inextinguível Roma! Já sepôde chamá-la capital da civilização e do direito, da arte e da história, Romadas pedras e dos séculos inestrincavelmente misturados entre si, Romasubterrânea das catacumbas, Roma construída sobre a sepultura de Pedro,descoberta no Vaticano, Roma edificada sobre o martírio dos apóstolos, mastambém sobre os destroços dos templos pagãos e das cidades antigas, Roma moderna,enfim, cheia do rumor de tantas lembranças e do barulho das grandes artérias,ou das estreitas vielas de Trastevere, Roma das igrejas e dos conventos, Romadas universidades e dos colégios, Roma das peregrinações, com as multidões apisar, semana após semana, o sagrado de São Pedro, sob as janelas do papa.
É a Urbe toda inteira que é a pátria dos fiéis católicos, e também de muitos cristãos, há mais de dois mil anos. O tempo, que em outros lugares se dissolve na história, aqui se enraíza na duração. Enquanto numa peregrinação a um lugar no qual
se manifestou a Virgem Maria ou um santo, a continuidade consiste unicamente na fidelidade a essa mensagem,
Roma se afirmou no tempo, que ela encheu de sua presença
e de sua ação...
PEDRO E AS PEDRAS
Rainha da história,celebração das artes, delícia dos olhos e alegria do coração, Roma é, para operegrino, o centro vivo e visível da unidade da Igreja Católica, fecundadopelo martírio dos apóstolos, irrigado por séculos de fé, iluminado pelapresença do sucessor de Pedro. Quer vocês cheguem do aeroporto de Fiumicino, daestação Termini ou da auto-estrada do Sol cheia de carros, terão em vocês amesma preocupação, serão consumidos pelo mesmo ardente desejo: ver São Pedro eo Santo Padre. Para o peregrino que vem a Roma, a mensagem das pedras dopassado se conjuga com os rostos do hoje de Deus, num vivo testemunho de fé.Ele não visita apenas lugares prestigiosos cheios de história milenar, masassume um lugar dentro de uma fileira de testemunhas, e põe seus passos, aolado de seus contemporâneos do mundo inteiro, nas pegadas daqueles que, atravésdos tempos, o precederam. Continuidade viva no tempo e no espaço, a Igreja queos cristãos formam se reencontra em Roma numa cadeia de séculos.
SÃO PEDRO
E O SANTO PADRE
Roma, como peregrinação
DE PEDRO A KAROL
Pedro veio a Roma. Foi seuprimeiro bispo. E depois da sua morte o bispo de Roma lhe sucede em seu cargode pastor, responsável em primeiro grau do colégio dos bispos no qual ele é oprimeiro: pedra de eixo da abóbada - e a abóbada são os bispos - da Igrejaespalhada através do tempo e do espaço, difundida pelos quatro cantos douniverso, em caminho rumo à pátria eterna. Cidade de Deus no coração da cidadedos homens, dos quais gostaria de ser a alma, a Igreja de Jesus Cristo não é deforma alguma um conglomerado informe, mas um organismo estruturado. Suasestruturas visíveis são prenúncio do invisível e essencial sistema nervosoespiritual da graça, do qual o Senhor é a fonte e o Espírito, o canal.Firmemente amalgamado a seus irmãos de todas as raças e de todas as línguas, operegrino em visita a Roma, nesta cidade, toma maior consciência de quecaminha do tempo rumo à eternidade. Pois a eternidade deixou aqui suas marcas.O tempo pode até destruir as pedras com o passar dos séculos, mas Pedro estásempre vivo, desde Simão da Galiléia até Karol de Cracóvia, que também veio delonge, para melhor nos levar para longe, na barca da Igreja, ao vento doEspírito.
Como não pensar que entretodos esses caminhos Roma é privilegiada, graças à continuidade de uma tradiçãoda qual a Urbe é depositária. O sucessor de Pedro não é um mítico disco voadorque caiu do céu da Polônia às margens do Tevere. Não é um novo Melquisedeque,sem pai nem mãe nem genealogia. Como diz seu nome, é um sucessor. Sua pessoa seidentifica com sua função... Esta, herdeira do Evangelho e marcada pelo peso dahistória, se inscreve nos dois milênios que encheram a cidade de Roma, elevandoseu futuro na cidade dos homens ao destino da Cidade de Deus. Igreja encarnada,a Igreja de Roma não é sem mancha, não é pura como uma utopia, cuja únicaqualidade real seria não existir. Ao contrário, ela existe, com seus traços marcadostão fortemente pelo tempo e pelo espaço, pelos homens e por suas construções depedra. Assim, a vocação de Roma é a encarnação da fé, por meio dos apóstolosPedro e Paulo e dos milhões de fiéis que já vieram rezar em seus túmulos ematar a sede na fé.
Como dizia João Paulo II em4 de julho de 1979, depois de celebrar pela primeira vez em Roma a festa dossantos apóstolos Pedro e Paulo: “Como é eloqüente o altar, no centro daBasílica, sobre o qual o sucessor de Pedro celebra a eucaristia, se pensarmos queestá tão perto do altar em que Pedro fez, na cruz, o sacrifício de sua vida, emunião com o sacrifício, no Calvário, de Cristo crucificado e ressuscitado”.

João Paulo II abençoa o Sepulcro de Pedro
Olhar e entender: talvezesteja aqui a diferença psicológica entre a visita à Cidade do Vaticano e avisita a um outro grande monumento da antigüidade, como o Foro Romano, asPirâmides, o Pártenon, os restos de Nínive ou da civilização dos Incas. Quantoa estes, basta olhar para eles; no caso do Vaticano, é preciso também entender.Pois aqui existe algo indefinivelmente presente, algo que chama à reflexão, queexige um encontro, que impõe um esforço interior, uma síntese espiritual.
Porque o Vaticano não éapenas um conjunto de edifícios monumentais, que podem interessar ao artista;nem somente um magnífico sinal dos séculos passados, que podem interessar aohistoriador; nem também apenas uma arca transbordante de tesourosbibliográficos e arqueológicos, que podem interessar ao erudito; nem mesmo ummuseu conhecido por obras-primas sublimes, que podem interessar ao turista; nemapenas, enfim, o templo sagrado do martírio do apóstolo Pedro, que podeinteressar a quem tem fé. O Vaticano não é só o passado; é a casa do papa, deuma autoridade sempre viva e ativa”.
Essa é a mensagem de Roma,extraordinária encruzilhada de povos e civilizações. Pedro não teve medo, comPaulo, de vir até aqui para plantar a cruz no coração daquele Império unificadoe poderoso. A unidade política e lingüística, a centralização administrativateriam, a partir de Roma, papéis preciosos na difusão do Evangelho a partir dacapital do mundo antigo. Justamente quando estava para ser apagada da história,essas características fizeram de Roma a Cidade Eterna. Depois do declínio doImpério do Ocidente e do distanciamento do Império do Oriente, Roma, sem medo,liga-se à nova Europa que estava surgindo laboriosamente. No ano 800, é aquique o Papa coroa Carlos Magno imperador do Ocidente. Depois da tempestade do saeculumferreum, Roma se torna ocoração da defesa católica contra o fracionismo das heresias. O esplendor doBarroco atesta aqui, de modo todo particular, a alegria da fé depois datempestade, a alegria da fé e a alegria da vida, que são uma coisa só. Aofazer-nos descobrir essas etapas sucessivas de uma arte sempre em simbiose comseu tempo, a lição de Roma não será acaso consolidar em nós o sentido douniversal, lembrar-nos a nossa vocação católica?
Roma sempre praticou aassimilação com sucesso. A comunidade cristã viveu aqui muito bem durante trêsséculos falando o grego, e seria a mesma coisa depois com o latim. Ela celebratão bem nas casas particulares das origens quanto nas grandes basílicas deConstantino. “Onde vos reunis?”, perguntavam a Justino. E o filósofo cristãorespondia simplesmente: “Onde pudermos”.
Essa é a lição de Roma. Nãoé de fora, mas de dentro que se convertem o mundo e a sociedade. Os cristãosabsorvem sem problemas os costumes do mundo, quando não têm nada derepreensível. Os cristãos de Roma chegaram ao ponto de adotar em seus edifíciosde culto o esquema das basílicas pagãs. E podemos encontrar a representação dodeus sol no mosaico que decora o teto de um cubículo que sabemos cristão, pelofato de que a cena de Jonas orna uma de suas paredes. Em Santa Prisca e emSanto Estêvão Redondo, a igreja está inserida no interior de um santuáriopré-existente do deus Mitra, enquanto debaixo de São Clemente se vê que aigreja cristã do século IV fica ao lado de um santuário particular dedicado aomesmo deus. Mais tarde, os despojos da antigüidade ornariam os santuárioscristãos e decorariam suas entradas: colunas de mármore de templos pagãos quese tornariam suportes de igrejas cristãs, obeliscos egípcios sobrepostos pelacruz de Cristo.
O CULTO DOS MÁRTIRES
Foi o culto dos mártires, naverdade, que criou a peregrinação e contribuiu para fazer de Roma uma cidadesanta, que progressivamente se organizou para receber os peregrinos e renderaos mártires um culto digno de sua fama. São Jerônimo escreve: “Em que lugar,como em Roma, tantos acorrem às igrejas e aos túmulos dos mártires com tantozelo? Devemos louvar a fé do povo romano”. E Santo Ambrósio descreve a festados santos Pedro e Paulo celebrada em 29 de junho: “Exércitos cerradospercorrem as ruas de uma cidade tão grande. Em três caminhos diferentes (noVaticano, na Ostiense e na Via Ápia), celebra-se a festa dos santos mártires.Parece que o mundo inteiro avança”.
No início do século V,Prudêncio escreve: “Das portas de Alba saem longas procissões que formambrancas linhas no campo. O habitante dos Abruzos e o camponês da Etrúria chegamjuntos. Eis o feroz Sanita, o habitante da soberba Capua. Eis também o povo deNola”... Nola, da qual o bispo Paulino escreve: “Assim, Nola, faz-te toda belaà imagem de Roma”. O bispo literato também faz a peregrinação, ao menos umavez por ano, por ocasião da festa dos santos Pedro e Paulo.
No Ângelus de 9 de setembrode 1979, João Paulo II explicava aos peregrinos o significado dessas visitas adlimina: “Por ocasião danossa oração do Ângelus do meio-dia, quero hoje referir-me à antiqüíssimatradição da visita à Sé dos apóstolos, ad limina apostolorum
Os peregrinos têm um duploobjetivo: ver o papa e ir rezar nas grandes igrejas e basílicas, sobretudo emSão Pedro. Construída com grandes despesas, a maior basílica da cristandade étestemunha de um longo empenho e de uma rara perseverança, em devoção a Pedroe, ao mesmo tempo, a seus sucessores. A Basílica de São Pedro é o duplo e mesmosímbolo da fé na missão confiada por Cristo a Pedro e da veneração de todos oscristãos, pastores e fiéis, por seu sucessor, o bispo de Roma. Obediência erespeito se conjugam numa mesma homenagem ao pescador da Galiléia e ao papa deRoma, cuja função, arraigada no túmulo do apóstolo, se irradia, como a glóriade Bernini, por toda a cristandade.
Depois, no século XIX, houveum impulso contínuo de toda a cristandade rumo a Roma, a começar da França,onde o galicanismo estava se transformando lentamente em ultramontanismo. Arevolução havia perseguido a Igreja. Napoleão havia humilhado o papa. Mas o paihumilhado, segundo abela expressão de Claudel, tornou-se objeto de intensa veneração. Diante dassucessivas ruínas dos regimes mais sólidos, o papado e Roma já apareciam como arocha sólida sobre a qual apoiar-se na tempestade. É conhecida a aventura dosperegrinos da liberdade com Lamennais. Muitos outros, menos famosos, chegaramcomo peregrinos a Roma e aqui atingiram, com um amor renovado pela Igreja, umaconvicção profunda, a mesma do “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei aminha Igreja”.
É o caso de dois homens bemdiferentes em sua psicologia e em suas orientações, mas unidos nas mesmasmotivações, dom Guéranger, restaurador beneditino de Solesmes na França, eLacordaire, que aqui restabeleceu os Frades Pregadores. Conhecemos o célebreretrato de Théodore Chassériau, que o representa no dia seguinte de suaprofissão religiosa, em 12 de abril de 1840, no claustro romano de SantaSabina. E é o caso também de Teresa de Lisieux e de Charles de Foucauld, os“dois faróis que a mão de Deus acendeu no limiar do século atômico”, segundo aintensa expressão de padre Congar.
...Pedro e Paulo, mártires, estão sepultados aqui. Sobre seus túmulos se elevam duas basílicas. As catacumbas conservam os vestígios dos vivos e dos mortos dos primeiros séculos. Mas os peregrinos não se limitam a freqüentar lugares. Em Roma, encontram o vigário de Cristo, sucessor de Pedro. Entre Pedro e as pedras não há antagonismo, mas complementaridade...
Quando se fala da obediênciados santos, não se entende, acredito, o quanto ela está próxima no corpo daIgreja, daquela luta interna dos organismos vivos, nos quais a unidade serealiza por meio da atividade, das oposições. Enfim, pensei também que, se Joãoera ‘o discípulo que Jesus amava’, foi a Pedro que Jesus perguntou: ‘Tu meamas?’, e foi depois das suas afirmações de amor que lhe confiou o rebanho. Eledisse também tudo o que deveria ser amado. ‘O que fizestes ao menor de meusirmãos o fizestes a mim.’
Ficou evidente para mim oquanto seria preciso que a Igreja hierárquica fosse conhecida pelos homens, portodos os homens, como alguém que os ama. Pedro: uma pedra à qual se pede paraamar. Entendi quanto amor seria preciso fazer passar em todos os sinais daIgreja”5.
E depois o esplendor de seusol, a pureza de seu céu, o fulgor de suas obras de arte, o fascínio de seusbairros, o traço pitoresco de seus habitantes, um não-sei-o-quê os atrai e oscomove, os impede de partir e os impele a voltar. Há cidades que se visitam,tesouros que se contemplam, lugares que é preciso ter visto. Roma não pode serolhada de fora, mas deve ser penetrada por dentro. Nunca nos cansamos de voltarà praça de São Pedro, de rezar em sua cripta, de descer às catacumbas, de ir aoColiseu, de subir aos Quatro Santos Coroados, de descer de novo a São Clemente,de parar um pouco mais na Madalena, de voltar a Santa Sabina. Sempre e por todaparte há peregrinos e romanos que conversam ou rezam, uns e outros realmente emcasa, na casa do bom Deus, como se dizia em Angers quando eu era pequeno.Alguns são mais sensíveis à cintilação dos mosaicos, outros ao esplendor dosmármores, outros à luz fulgurante de Caravaggio. Todos são emocionados pelacandura dos afrescos primitivos, onde um nadinha de matéria se torna mensageirodo Espírito que o anima, e por aquela água viva que murmura em nós, depois deSanto Inácio, vinda de Roma: ela vem do Pai.
De Pedro e Paulo a JoãoPaulo II, o gênio da Roma cristã assumiu a herança da Roma pagã. Os templosconvertidos em igrejas, com as colunas que se tornam suporte novo, e SantaMaria erigida em cima do templo de Minerva. Bem longe de ser como que sacudidopor tanto esplendor, o peregrino aqui descobre a mensagem de Pedro inscrita naspedras das basílicas e encarnada nos santos. Cada um se encontra em seu lugarno seio do povo de Deus, não expulso para os cantos em alguma capela estreitaou repelido em alguma cripta obscura, mas precisamente em seu lugar, em plenaluz, na nave grande, diante da confissão do Apóstolo, cujo sangue derramadoatesta a salvação que Cristo levou a todos os homens. Marcado pelo selo deRoma, o cristão se vê novamente católico.
Com o peso da história, aRoma dos papas e dos santos nos lembra que as coisas espirituais são tambémcarnais, e que o Evangelho se inscreve no coração da cidade dos homens paraencaminhá-los do tempo à eternidade, à Cidade de Deus.
Portanto, à pergunta “Romaestá no centro do mundo?”, respondo sem hesitação: sim, para conduzi-lo a Deus.
Notas
1Paul Poupard, La charité de Lacordaire, homme d’Eglise
2Paul Poupard, Rome-Pèlerinage, nova edição por ocasião do Ano Santo: Paris, D. D. B., 1983.
3Paul Poupard (org.), Journal romain de l’abbé Louis Bautain (1838)
4Cf. Paul Poupard, Le Concile Vatican II, Paris, 1983, pp. 105-112.