IGREJA
Extraído do número 11 - 2004
PAPAS. Entrevista com o cardeal Justin Francis Rigali, arcebispo da Filadélfia
“Obrigado, monsenhor atarefado...”
São palavras de João Paulo I ao se despedir de dom Rigali, no final daquela que seria sua última audiência. Na época dom Justin Francis Rigali era ainda um simples oficial da Secretaria de Estado. As suas recordações dos 33 dias como “intérprete” do Papa João Paulo I
de Gianni Cardinale

João Paulo I durante uma audiência na Sala Paulo VI
João Paulo I.
“Corro o risco de dizer um despropósito, mas voudizer...”
“Quanta misericórdia é preciso ter! Também os queerram... Precisamos realmente estar bem com nós mesmos. Limito-me a recomendaruma virtude muito amada pelo Senhor. Ele disse: ‘Aprendam comigo, que sou mansoe humilde de coração’. Corro o risco de dizer um despropósito, mas vou dizer. OSenhor ama tanto a humildade que, às vezes, permite alguns pecados graves. Porquê? Para que aqueles que cometeram estes pecados, depois, arrependidos, fiquemhumildes. Não vêm em mente considerar-se meio santo, meio anjo, quando se sabeque se cometeram graves faltas. O Senhor recomendou muitas vezes: sedehumildes. Mesmo que tenhais feito grandes coisas, dizei: somos servos inúteis”.Enquanto que a tendência em todos nós é, principalmente ao contrário:mostrar-se. Humildes, humildes, é a virtude cristã que se refere a nós mesmos”.

O cardeal Justin Francis Rigali

João Paulo I saudando os fiéis da sacada central da Basílica vaticana