A grande Alemanha, um sonho esotérico
Entrevista com Giorgio Galli a respeito das raízes ocultistas do nazismo, que estão entre as fontes da idéia de que o “espaço vital” do Terceiro Reich deveria chegar até os Urais. Um aspecto pouco estudado pelos historiadores, do qual se voltou a falar depois da queda do muro de Berlim
de Paolo Mattei

No alto, um cartaz das SS (Schutz-Staffeln, “Esquadrões de Proteção”), com a estilização rúnica da sigla. Os símbolos rúnicos foram estudados por Guido von List, um esoterista que foi referência para Adolf Hitler (embaixo) nos anos de sua formação intelectual

No alto, Hitler reconstitui o Partido Nacional-Socialista (cassado depois do putsch de 1923), em Munique, no ano de 1925; o primeiro, a partir da esquerda, é Alfred Rosenberg; o primeiro, a partir da direita, é Heinrich Himmler, chefe das SS desde 1929, idealizador e organizador dos campos de extermínio; embaixo, o ocultista Aleister Crowley, agente do serviço secreto inglês e membro da Golden Dawn

No alto, Adolf Hitler com Rudolf Hess numa foto de 1939; embaixo, militares ingleses removem os restos do aeroplano com o qual, em maio de 1941, Hess voou à Grã-Bretanha para tentar um acordo pouco antes da invasão alemã à Rússia

Hans Frank, governador-geral da Polônia nos anos do Terceiro Reich, fez parte do grupo que gravitava em torno da associação esotérica Thule Gesellschaft, matriz do grupo de intelectuais que deu vida ao nazismo

Karl Haushofer, fundador do Instituto de Geopolítica de Berlim e principal idealizador da teoria nazista do Lebensraum, o “espaço vital”