CHINA
Extraído do número 05 - 2004
Depois das provas recentes de um “acordo tácito” entre Pequim e a Santa Sé sobre as nomeações dos bispos
“Democraticamente” eleitos. Mas válidos
Pela primeira vez desde o surgimento da República Popular, dois bispos foram ordenados com consentimento do governo chinês, depois de terem tornado pública a nomeação que receberam do Papa. Mas as ordenações episcopais realizadas até hoje sem o mandato pontifício também são sacramentalmente válidas. Como já sublinhava um estudo sobre essa delicada questão, realizado pelos organismos vaticanos na primeira metade da década de 1980...
de Gianni Valente

A ordenação episcopal de John Babtiste Tan Yanquan, bispo coadjutor da diocese de Guanxi, em 21 de janeiro de 2003
Desde 1958, quando o regime maoístaimpôs que fossem eleitos “democraticamente” os bispos católicos sob o controleda pró-governista Associação Patriótica dos Católicos Chineses, as ordenaçõesepiscopais reconhecidas pelo governo ocorreram sem que houvesse ou fossedeclarada publicamente a aprovação pontifícia. Por muitos anos, sob pressão dopoder civil, dispôs-se que nos próprios ritos de consagração fossem inseridasfórmulas particulares, e que deles fossem omitidas algumas das fórmulas comuns,para que fosse evidente que essas ordenações episcopais se realizavam fora dajurisdição da Sé Apostólica, sem nenhuma “interferência vaticana” na vidareligiosa do país, conforme estabelece a Constituição de 1982, segundo a qual“os grupos religiosos e as atividades religiosas não estão sujeitos a nenhumadenominação estrangeira”.

A igreja Dongtang, em Pequim. Aqui, abaixo, uma missa matutina na Catedral de Fuzhou

Fiéis em oração no santuário de She Shan, perto de Shanghai, por ocasião da peregrinação anual de 24 de maio

Um momento de festa diante da igreja de Niupidi, no vilarejo de Saint Joseph, na província sul-oriental de Guangdong

Fiéis ajoelhados no momento da comunhão, na igreja de Nantang, em Pequim

Fiéis em oração na igreja de São Miguel, em Pequim